sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Matemática

TICANDO

- aprendizagem matemática*

JUSTIFICATIVA
De um lado, o baixo desempenho dos alunos em matemática nas provas do SARESP - Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar do Estado de São Paulo. São crescentes as suas dificuldades em torno dos eixos de aprendizagem (Números e Operações, Espaço e Forma, Grandezas e Medidas e Tratamento da Informação).
De outro, a também crescente manifestação de professores quanto à necessidade e vontade de refletir sobre sua prática, visando a construção de estratégias para a retomada de conteúdos das séries iniciais, necessários para a continuidade dos estudos.
Assim, oferecer elementos para que os professores possam identificar dificuldades de seus alunos quanto à aprendizagem matemática, ao mesmo tempo em que os instrumentaliza com estratégias eficazes para o trabalho pedagógico também contribui para alterar o índice de fracasso escolar na área de matemática.

Partindo da hipótese de que aprender Matemática não significa receber conceitos já estabelecidos, tampouco memorizar e aplicar conceitos pré-estabelecidos, mas a um trabalho individual e sistemático de elaboração do pensamento para resolver problemas, as orientações técnicas apresentadas durante o TICANDO fornecem subsídios ao professor na difícil tarefa de bem escolher atividades e materiais didáticos.

METAS
Contribuir para aumentar significativamente os indicadores do SARESP - Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar do Estado de São Paulo, de modo que a média de porcentagem de acerto nas provas seja maior ou igual a 50%.

OBJETIVOS
Transpor idéias matemáticas, de forma a deixar clara e explícita sua participação, presença e utilização nos vários campos da atuação humana, evidenciando, assim, o seu uso social e cultural
Relacionar as idéias matemáticas envoltas a competências e habilidades
Reconhecer a relação entre diferentes tópicos da matemática relacionando várias representações de conceitos ou procedimentos umas com as outras
Explorar problemas e descrever resultados usando modelos ou representações gráficas, numéricas, físicas e verbais

PÚBLICO
Professores das séries iniciais do Ensino Fundamental

CONTEÚDOS:
Números e Operações
Espaço e Forma
Grandezas e Medidas
Tratamento de Informação

RECURSOS MATERIAIS NECESSÁRIOS:
DataShow, computador, papel sulfite, pastas, papel pardo ou similar, CD’s, disquetes...

METODOLOGIA
Cada encontro tem duração de 4 horas assim distribuídas:
ABERTURA (1 hora)
Apresentação da pauta referente ao encontro,
Levantamento dos aspectos importantes da reunião anterior,
Atividades trabalhadas e aplicadas posteriormente em sala de aula,
Reflexão sobre o trabalho vivenciado / devolutiva dos cursistas.
OFICINAS MATEMÁTICAS (2 horas)
Formação de grupos para discussão de texto científico relacionado ao eixo matemático trabalhado,
Apresentação das próximas atividades, conforme cronograma.
ENCERRAMENTO (1 hora)
Socialização das atividades trabalhadas pelos grupos,
Reflexão e escolha das atividades para o próximo encontro,

CARGA HORÁRIA
Presencial: 24 horas, subdivididas em 6 encontros de 4 horas cada
A Distância: 06 horas, com orientações em ambiente Moodle
Total: 30 horas

CRONOGRAMA
ENCONTRO 1 - Números e Operações / Espaço e Forma
ENCONTRO 2 - Números e Operações/Grandezas e Medidas
ENCONTRO 3 - Números e Operações / Tratamento de Informações
ENCONTRO 4 - Números e Operações
ENCONTRO 5 - Elaboração das Atividades para a Mostra de Matemática
ENCONTRO 6 - Mostra dos resultados obtidos pelos participantes das atividades desenvolvidas pelos seus respectivos grupos

AVALIAÇÃO
Apresentação de registro de atividades desenvolvidas com grupos de alunos, destacando o processo de construção de aprendizagem de conteúdos trabalhados no curso. Tal apresentação dar-se-á sob a forma de vídeo, fotos, entrevistas em áudio, diário, entre outras a serem explicadas no decorrer do curso.

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA:
Borin, J.; Jogos e resolução de problemas: uma estratégia para as aulas de Matemática; São Paulo, IME-USP, 1996.
Cardoso, Virgínia Cárdia; Materiais Didáticos Para as Quatro Operações; CAEM, 1992.
Diniz, MIe Smole, K C.; O conceito de ângulo no ensino de geometria; CAEM/IME/USP, 1993.
Enzenberger, H. Magnus; Diabo dos Números; trad. port. de Fátima Freire de Andrade; 1998.
Hoffmann, Jussara; Avaliação - Mito & Desafio - Uma Perspectiva Construtivista; 1996.
Kamii, Constance; Joseph, Linda Leslie; Aritmética – Novas Perspectivas; 1995.
Ochi, Fusako Hori; A Matemática das Sete Peças do Tangram; São Paulo, CAEM-IME-USP, 1995.
Ochi, FH, Paulo, RM, YOKOYA, JH e IKEGAMI, JK; O uso de quadriculados no ensino de geometria; 3.ed. São Paulo: CAEM/IME-USP, 1997.
Secretaria do Estado da Educação do Estado de São Paulo; Atividades Matemáticas; 1994.
Secretaria do Estado da Educação do Estado de São Paulo; Ensinar pra Valer; 1988.
Secretaria do Estado da Educação do Estado de São Paulo; Experiências Matemáticas; 1994.
SMOLE, Kátia e DINIZ, Maria Inez; Era uma vez na matemática: uma conexão com a literatura infantil; São Paulo: CAEM/IME/USP,1993.
SOUZA, Eliane Reame de, DINIZ, Maria Ignez de Souza Vieira. Álgebra: das Variáveis às Equações e Funções. São Paulo: CAEM/IME/USP, 1994.
Souza, Júlio César de Mello e (Malba Tahan); Matemática Divertida e Curiosa; 2000.
Souza, Júlio César de Mello e (Malba Tahan); O Homem que Calculava; 2001.

CERTIFICADO
Aos que participarem de 80% dos encontros e apresentarem a atividade de avaliação será fornecido o Certificado de Extensão em Aprendizagem Matemática emitido pelo convênio GENS – FAPEC.

INVESTIMENTO
R$ 7800,00 (sete mil e oitocentos reais) - para grupos de até 30 participantes cada

DOCENTE
Sabrina Saito
Graduada em Matemática (UNESP)
Mestra em Matemática (UNESP)
Doutoranda em Matemática (IME/USP)

COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA
Grácia Lopes Lima
Graduada em Letras (Faculdade Medianeira)
Mestra em Ciências da Comunicação (ECA/USP)
Doutoranda em Educação (FEUSP)

INSTITUIÇÃO RESPONSÁVEL
GENS – Serviços Educacionais (desde 1988)
Assessoria e Consultoria em Educação e Comunicação
Direção: Donizete Soares, professor de Filosofia

*De acordo com o matemático Ubiratan D´Ambósio, matemática é o resultado da união de dois termos: matema (do grego = conhecer, entender, explicar) e ticas (do grego = arte ou técnica de conhecer, entender, explicar). Ver http://vello.sites.uol.com.br/ubi.htm

Educação Inclusiva

tod@s bem-vind@s
tod@s especiais


INTRODUÇÃO
A inclusão de alunos com necessidades educacionais especiais nas escolas comuns dos Sistemas de Ensino tem sido tema dos mais freqüentes no campo da Educação. Seguramente, este tema ganhou vulto mundial principalmente a partir da Declaração de Salamanca, em 1994, da qual o Brasil é signatário.
A principal vertente da Declaração de Salamanca foi justamente a proposta da escola inclusiva. Por esta proposta, assume-se que as escolas regulares são meios importantes para combater as atitudes discriminatórias, criando comunidades abertas e solidárias, constituindo uma sociedade inclusiva e atingindo a educação para todos.
Portanto, ao falar de escola inclusiva, pressupõe-se considerar a necessária valorização da e respeito à diversidade humana. No bojo dessa diversidade na escola, merecem destaque, até mesmo por todas as situações de exclusão que historicamente vivenciaram, aqueles que apresentam necessidades educacionais especiais, dentre os quais podemos situar as pessoas com deficiências e com outras condições associadas a síndromes, distúrbios ou transtornos.
A retomada das práticas e a consideração de novas possibilidades para o trabalho pedagógico, bem como a reorientação curricular, são ações absolutamente necessárias à inclusão escolar. Assim, a escola deve buscar se adequar aos diferentes estilos de aprendizagem de seus alunos e, neste processo, aqueles que apresentam necessidades educacionais especiais devem ser encarados como estímulo ao próprio desenvolvimento institucional.

JUSTIFICATIVA
Na atualidade, os sistemas educacionais brasileiros, com o respaldo das legislações vigentes (notadamente a LDB e as Diretrizes Nacionais para a Educação Especial na Educação Básica) são chamados ao desenvolvimento da educação inclusiva, atentando aos princípios democráticos defendidos pela educação e, muito mais, aos propósitos do exercício consciente da cidadania.
Este chamado vem incidindo em uma busca, cada vez mais freqüente, das escolas e de seus educadores por complementações em suas formações.
O quadro apresentado acaba, portanto, conduzindo a uma preocupação com a formação para a educação inclusiva, a qual, acima de tudo, deve possibilitar uma discussão que contextualize historicamente, problematize e fundamente as práticas pedagógicas de modo a subsidiar suas inovações, sendo essa uma ação fundamental no empenho em transformar a escola para que esta atenda às necessidades básicas de aprendizagem de todos os alunos, possibilitando o respeito aos seus diferentes estilos de aprendizagem.
É neste sentido que se corporificam os objetivos e o plano geral de organização do Curso “tod@s bem-vind@s, tod@s especiais”.

OBJETIVOS GERAIS
• Contextualizar historicamente, problematizar e fundamentar as práticas pedagógicas relacionadas e os discursos sobre a educação inclusiva, de modo a subsidiar reflexões e a construção das práticas pedagógicas dos educadores.
• Apresentar e discutir conceitos, procedimentos e atitudes relacionados ao desenvolvimento de práticas inclusivas nas escolas e nas salas de aula, possibilitando o planejamento de ações voltadas à atenção aos diferentes estilos de aprendizagem dos alunos.
• Abordar questões específicas de diferentes categorias de deficiências e condições associadas às necessidades educacionais especiais, promovendo a compreensão da historicidade e espacialidade relacionadas ao seu atendimento educacional.
• Instrumentalizar os profissionais para a condução de processos de reflexão coletiva sobre as práticas escolares.

PÚBLICO ALVO
Considerados os objetivos e a justificativa do presente curso, configura-se como público alvo Professores da Educação Infantil, Ensino Fundamental, Ensino Médio e Ensino Superior, Pedagogos, Coordenadores Pedagógicos, Diretores, Supervisores, bem como profissionais graduados de outras áreas que desenvolvam ações voltadas à inclusão de alunos com necessidades educacionais especiais.

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO
• Raízes Históricas e Princípios Filosóficos da Educação Inclusiva
• Necessidades Educacionais Especiais: compreendendo seus significados
• Documentos Orientadores e Marcos Legais da Atenção às Necessidades Educacionais Especiais
• Perspectivas da Educação Especial na Educação Inclusiva
• Currículo e Diversidade
• Educomunicação: ampliando as oportunidades de participação de todos os alunos.

Nesses encontros serão trabalhadas questões específicas relacionadas às necessidades educacionais especiais de alunos com deficiências e com outras condições associadas a síndromes, distúrbios ou transtornos.
Tais encontros acontecem durante 24 horas presenciais e 6 a distância, em ambiente Moodle.

METODOLOGIA
• Leitura analítica de textos
• Discussões
• Estudos de caso
• Oficinas de produção

AVALIAÇÃO
• Desenvolvimento de um projeto de intervenção social que envolva a produção coletiva de comunicação mediada pelo cursista.
• Uso de roteiros de auto-avaliação.

BIBLIOGRAFIA BÁSICA
AINSCOW, M.; PORTER, G.; WANG, M. (Org.) Caminhos para escolas inclusivas. Lisboa: Instituto de Inovação Educacional, 1997.
AQUINO, J.G. (Org.) Diferenças e preconceito na escola: alternativas teóricas e práticas. São Paulo: Summus, 1998.
BRASIL, Ministério da Educação. Diretrizes Nacionais para a Educação Especial na Educação Básica. Conselho Nacional de Educação, Brasília, 2001.
CARVALHO, R.E. Educação Inclusiva: com os pingos nos “is”. Porto Alegre: Mediação, 2004.
JANNUZZI, G.M. A Educação do Deficiente no Brasil: dos primórdios ao início do século XXI. Campinas – SP: Autores Associados, 2004.
MANTOAN, M.T.E. Inclusão Escolar: O que é? Por quê? Como fazer?. São Paulo: Moderna, 2003.
MITTLER, P. Educação Inclusiva: contextos sociais. Porto Alegre: Artmed, 2003.
PORTAL GENS. http://www.portalgens.com.br
PROJETO CALA-BOCA JÁ MORREU. http://www.cala-bocajamorreu.org
SKLIAR, C. Pedagogia (Improvável) da Diferença: e se o outro não estivesse aí? Rio de Janeiro: DP&A, 2003.
STAINBACK, S.; STAINBACK, W. (Orgs.) Inclusão, um guia para educadores. Porto Alegre: ArtMed, 1999.
UNESCO. Declaração de Salamanca e enquadramento da ação. Necessidades Educativas Especiais. Salamanca, Espanha, 1994.

CERTIFICADO
Aos que participarem de 80% dos encontros e apresentarem a atividade de avaliação será fornecido Certificado de Extensão em Educação Inclusiva emitido pelo convênio GENS – FAPEC.

INVESTIMENTO
R$ 7800,00 - para grupos de até 30 participantes cada

DOCENTE
Adriano Monteiro de Castro
Graduado em Ciências Biológicas (USP)
Mestre em Educação (USP)
Doutor em Educação (USP)

COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA
Grácia Lopes Lima
Graduada em Letras (Faculdade Medianeira/SP)
Mestra em Ciências da Comunicação (ECA/USP)
Doutoranda em Educação (FEUSP)

INSTITUIÇÃO RESPONSÁVEL
GENS – Serviços Educacionais (desde 1988)
Assessoria e Consultoria em Educação e Comunicação
Direção: Donizete Soares, professor de Filosofia
Contatos: gens@portalgens.com.br / (11) 3714 8158 / 9569 1000